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Logística reversa e metas de sustentabilidade impulsionam migração para flexitanks na indústria química e de alimentos

Logística e Supply Chain
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Logística reversa e metas de sustentabilidade impulsionam migração para flexitanks na indústria química e de alimentos

Fonte: Portal Logweb

A busca por resiliência e adequação às metas ambientais globais tem provocado uma reorganização profunda na logística internacional de líquidos a granel. Diante de auditorias rigorosas e exigências de descarbonização, companhias dos setores químico, alimentício e do agronegócio começam a substituir modelos tradicionais de transporte marítimo por soluções que reduzem custos indiretos e pegada ecológica.

Nesse cenário, os flexitanks — bolsas de polipropileno instaladas no interior de contêineres convencionais — vêm ganhando forte tração na substituição dos tradicionais isotanks. O movimento reflete uma mudança na governança corporativa, onde a manutenção de ativos e o impacto ambiental passaram a ser monitorados de perto por investidores e conselhos de administração.

Segundo Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding no Brasil, o tema deixou de ser uma pauta puramente operacional e subiu para o topo da hierarquia corporativa:

“A discussão sobre sustentabilidade na cadeia de suprimentos subiu para o C-level. O consumo de água na higienização de um ativo ou o risco de contaminação cruzada são tratados como fatores de risco financeiro e de imagem”, aponta o executivo.

Sustentabilidade e eficiência hídrica no pós-descarga

Um dos grandes entraves dos modelos tradicionais está na etapa posterior à descarga, que exige processos complexos de higienização com uso intensivo de água tratada e geração de efluentes industriais de difícil gestão.

A adoção de flexitanks recicláveis elimina essa etapa de lavagem industrial, resultando em:

  • Preservação de recursos naturais: Redução drástica no consumo de água nas estações de limpeza.
  • Segurança sanitária: Uso de equipamentos de primeiro envio (single-use), mitigando riscos de contaminação cruzada em cargas sensíveis, especialmente no setor de alimentos.
  • Agilidade no comércio exterior: Previsibilidade e facilidade na logística reversa e no descarte adequado.

Integração e controle de ponta a ponta

Para atender a esses padrões elevados de compliance, o mercado logístico tem evoluído para oferecer serviços mais integrados. A própria DHL passou a atuar de forma abrangente no processo, englobando desde a fabricação e instalação dos flexitanks até o rastreamento individual por lote e número de série durante todo o trânsito internacional.

A transformação corrobora uma nova realidade no comércio exterior: a competitividade logística não depende mais apenas do custo do frete, mas da capacidade de mitigar riscos, aumentar a segurança operacional e reportar métricas ambientais transparentes ao longo da cadeia de abastecimento.

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