Fonte: Portal Logweb

O comércio eletrônico na América Latina vive um momento de forte expansão. A projeção é de que o setor movimente US$ 215 bilhões neste ano, impulsionado por um ritmo de crescimento 1,5 vez superior à média global, segundo estudo da Endeavor em parceria com o Mercado Livre. O Brasil, o México e a Argentina concentram juntos quase 85% das vendas online da região, abrindo espaço para que sellers brasileiros olhem além das fronteiras na busca por novos mercados.
No entanto, a ampliação do mercado traz consigo uma concorrência mais acirrada. Com múltiplos canais, marketplaces e lojistas disputando a atenção do consumidor, fatores como disponibilidade de estoque, prazos de entrega e experiência de compra tornaram-se decisivos. Erros operacionais deixam de ser apenas falhas logísticas e passam a impactar diretamente a reputação da marca.
O gargalo do backoffice e a rentabilidade
Gerenciar vendas simultâneas em plataformas como Mercado Livre, Shopee, Amazon e AliExpress a partir de um único estoque é um dos principais desafios dos lojistas na atualidade. A necessidade de sincronizar atualizações de inventário, faturamento, expedição e logística reversa de forma ágil torna inviável o trabalho manual em operações escaladas.
Para Claudio Dias, CEO da Magis5, o crescimento do faturamento não pode ser dissociado do controle de custos. “Faturamento maior não significa, necessariamente, mais lucro. Margem é um indicador importante, mas não é lucro. Frete, comissões, devoluções, mídia e custos operacionais continuam pesando sobre o resultado. A tecnologia ajuda a enxergar essa conta e identificar onde o crescimento realmente se traduz em rentabilidade”, aponta o executivo.
Tecnologia como aliada na internacionalização (cross-border)
A expansão para outros países da América Latina, Estados Unidos ou Europa tem se tornado mais acessível graças a ferramentas de automação e hubs de integração. Em vez de investir na abertura de filiais ou centros de distribuição no exterior, o lojista brasileiro pode centralizar sua operação logística no Brasil e expor produtos em vitrines internacionais utilizando plataformas integradas.
Por meio da automação de fluxos de pedidos e estoque, o ecossistema tecnológico permite que as empresas reduzam tarefas manuais, evitem rupturas e mantenham o controle sobre a operação. Dessa forma, a expansão geográfica deixa de ser um privilégio de grandes corporações e passa a integrar a estratégia de sellers que buscam eficiência operacional e novas fontes de receita.
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